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Produção Publicitária para Web

Estudos de Novas Oportunidades e Possibilidades de Expansão do Trabalho Publicitário no Meio Virtual

Somos a Era da Informação. Especificamente, a Era da Informação Digital, onde o indivíduo, a cada geração, troca a tela da TV pela tela do monitor. E não é só a TV! Ocorre uma substituição gradativa das mídias tradicionais por essa “nova mídia” - a internet - que traz mudanças na utilização da publicidade.

Na frente do monitor, esse indivíduo ganha novas e inúmeras possibilidades dentro de um ambiente virtual, deixando de ser passivo e estando em “todo lugar”: redes sociais, blogs, celulares, grupos de discussões, comunicadores online e dentre outras ferramentas que (re)constroem a forma de comunicar. Um contexto onde o indivíduo não se sente mais dominado pela mídia de massa; onde ele percebe à sua disposição instrumentos que lhe permite tomar a palavra e fazer-se ouvir, comunicar com quem quiser, quando quiser, onde quiser e na hora que quiser. 

Com isso, a publicidade observa uma redução da distância entre consumidor e anunciante, tornando-se mais interativa, individualizada e personalizada. O que a faz ganhar oportunidades dentro do ambiente virtual, através das ferramentas utilizadas pelo consumidor, nesse ambiente, e atingir públicos alvos cada vez mais segmentados.

Xavier Dordor diz que é evidente a internet ser a grande novidade, já chamada de 6ª mídia, e que poderia vir a ocupar um lugar de destaque por possibilitar a organização da divulgação de informações das outras mídias. Diz, também:
Os empresários que ouvem as previsões dos oráculos de que daqui a dez anos 50% da comunicação mundial passará pela internet não querem ficar de fora: quase 5% já têm e-mail, 10% querem comprar espaço na internet, 13% gostariam de criar seu próprio site dento de dois anos e 19% acreditam que a web pode fazer parte de sua estratégia publicitária.” 

Isso fora escrito por Xavier, em 1998, no seu livro Mídia/mídia alternativa. Hoje, treze anos depois, essa realidade foi multiplicada por milhões. A novidade não é mais fazer parte da internet; é não fazer parte dela.

O ano de 2010 foi um ano de recordes na internet brasileira. O número de internautas, no País, ultrapassou os 80 milhões - equivalente à população inteira da Alemanha ou duas vezes a da Argentina. O e-commerce fechou o ano com faturamento de R$ 15 bilhões e 40% de crescimento em relação a 2009, um dos maiores números já registrados. Já os sites de compras coletivas tornaram-se um fenômeno junto ao Facebook, o novo queridinho dos brasileiros e responsável por uma enorme migração  de usuários do Orkut.

Por sua vez, as empresas entenderam que a publicidade digital é uma ferramenta que não pode ser deixada de lado, fazendo com que passassem a destinar uma parcela maior do orçamento de comunicação para o meio digital. Hoje, cerca de 10% da verba publicitária é investida nesse meio. Veja, a seguir, alguns dados de uma pesquisa realizada pela ComScore, que mostra a evolução da publicidade online, no Brasil: 

- Cerca de 94% dos internautas brasileiros, que acessam sites de e-commerce, acabam efetuando a compra ;
- Consumidores acessam a internet em média três vezes para pesquisar o produto que pretendem comprar;
- Na nova classe média digital da América Latina, 33% das mulheres preferem internet à TV;
- 60% dos internautas aprovam que empresas usem redes sociais para divulgar seus produtos e serviços;
- Para 25% dos usuários, as redes sociais ajudam na decisão de compra.

Diante desses resultados podemos concluir que investir em publicidade digital deixou de ser uma questão de “se” (no sentido de “valer a pena”) e passou a ser uma realidade necessária e disponível a todos. Essa mudança de postura no mercado também influenciará grandes mudanças nos setores de atuação deste segmento. Veja o que tende a acontecer no decorrer do ano: 

e-Commerce: as plataformas de e-commerce estarão cada vez mais acessíveis, seguras e com vários recursos para administração (controle de estoque, vendas e formas de pagamento). O desafio atual para o sucesso no comércio eletrônico está no atendimento, logística (tanto na entrega quanto na devolução e troca de mercadorias) e segmentação. 

Publicidade Online: com o investimento de mais e mais empresas a cada dia e a intensificação da presença de marcas na internet, aumenta-se a concorrência, o que é ótimo para a publicidade online. Buscando conquistar a atenção dos consumidores e aumentar as vendas, as empresas tendem a investir mais em planejamentos de mídia bem estruturados, aprimoramento de ferramentas, ações promocionais e muita propaganda. Entretanto, isso não quer dizer necessariamente que haverá um aumento de verba disponível para a publicidade digital. Portanto, é importante buscar formas criativas de utilizar ferramentas já tradicionais, como links patrocinados e otimização de e-mail marketing. 

Redes Socias: as redes sociais já se tornaram quase obrigatórias entre as empresas. O ano de 2011 servirá para otimizar a utilização dessas ferramentas e estreitar cada vez mais o relacionamento entre consumidores e marcas. Para tanto, as empresas precisarão conhecer profundamente seus públicos-alvo e a forma como eles interagem em cada rede social. 

Mobile: a popularização dos smartphones com conexão à internet e os tablets inteligentes abrem espaço para novas formas de publicidade, como aplicativos e games publicitários.

Com diversas mudanças e novidades, o mercado de trabalho também passará por mutações. Ainda faltam profissionais qualificados para trabalhar com internet de forma completa e eficiente, assim como faltam cursos que qualifiquem profissionais para essa área de atuação. Novas oportunidades aparecerão para aqueles que estiverem atualizados e acompanhando o desenvolvimento do meio digital. 

Referências: 
* DODOR, Xavier. Mídia/mídia alternativa: a escolha de uma estratégia global de comunicação para a empresa.  São Paulo: Nobel, 2007.
* PINHO, José Benedito. Publicidade e Vendas na Internet: técnicas e estratégias. São Paulo: Summus Editorial, 2000.
* TANABE, Silvio. Como investir em Marketing Digital em 2011. In: Clínica Marketing Digital. São Paulo. Janeiro, 2011. Acesso em: 04 de fevereiro de 2011. Disponível em http://www.magoweb.com/clinicadigital/2011/01/09/artigo-como-investir-em-marketing-digital-em-2011.
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Mas será o Apocalipse?!

2011 começou com a retrospectiva dos piores momentos dos desastres naturais de 2010. E... Serão naturais, mesmo? Enfim... O mérito dos desastres não vem ao caso, agora. Até porque estão ocorrendo desastres de todos os gostos: "naturais", físicos, sociais, emocionais, religiosos, econômicos e misteriosos também.

Ah! Os misteriosos! Esses foram os primeiros a darem o ar da graça. Aliás... O ar da morte! Ou seria água? O fato é que houve várias inexplicáveis mortes simultâneas de pássaros e peixes em alguns locais do planeta. Números significativos! Cinco mil pássaros e cem mil peixes de uma única espécie, no Arkansas; cem gralhas em uma cidade, na Suíça; várias espécies de pássaros em Louisiana; cem toneladas de peixes, no Paraná; dois milhões de peixes em Maryland. Sem contar as mortes que deixaram de fora das estatísticas para não causar perplexo desgovernado.

Coincidência? Pode ser que sim; pode ser que não... Mas, o outro fato é que até os cientistas estão perplexos, dando, assim, justificativas mais comuns para ocorrências incomuns. Na verdade... Cá entre nós, nem eles estão sabendo o que é.

"Devem ter sido os fogos de artifícios lançados na noite do réveillon que assustaram os pássaros, causando-lhes stress e instigando-os para o voo da morte."
Mas... E os réveillons passados? Que lugares são esses em que as festividades do réveillon duram um pouco mais de uma semana? É! Porque os eventos foram da virada ao dia 10, mais ou menos.

"Eles (pássaros) perderam a rota e não conseguiram se orientar no voo..."
E morreram por quê, mesmo? Cri cri Cri cri...

"Os peixes morreram porque a temperatura da água abaixou."
Afetando somente os peixes de uma única espécie? Hmmmmmmmmmmm...

"Algumas considerações, menos comprometidas com as trincheiras do academicismo, estão se posicionando de forma mais ousada, a de que pelo menos a maioria das ocorrências da mortandade de pássaros e peixes está relacionada com mudanças que estariam ocorrendo no centro magnético da Terra..."
Com isso, não deveria ocorrer interferências em aparelhos eletrônicos de todo o mundo, também? Os cientistas dizem o que sobre? Cri cri Cri cri...

Ainda, estamos aguardando ansiosos e curiosos por resultados das autópsias nos pássaros e peixes mortos, pelos quais, acredito que, esperaremos por um tempo beeeeeeeeeeeeeeeem, bem longo!
Enquanto isso... Lá na minha Housedência... Aparece o seguinte folder com a pergunta: "Você pensa que Deus é masculino ou Feminino?"

Paaaaaaaaaaaaaaaaaaaaara tudo! Até os desastres! Um minuto de silêncio pelo amor de Deus! Masculino ou Feminino? Isso, mesmo! Em destacadas letras de cor amarela em corpo 32 (tamanho da fonte).
No folder, eles dam a explicação em uma breve história em quadrinhos, utilizando como embasamento Gênesis 1:27 e Gálatas 4:26 de que "Isso mostra que dentro da imagem de Deus existem duas imagens - masculina e feminina." Portanto, "Você quer se tornar filho de Deus acreditando em Deus Pai e em Deus Mãe?" Como se não bastasse já viverem escolhendo o tom de pele, cor dos olhos, estatura física, tipo de cabelo... Nele, ainda, oferece contato para dúvida: +55 62 8448-0659 (Monica - assim, mesmo! Sem acento).

Aí-ai! Estamos nos finais do tempo! É! Porque isso, pra mim, é o inicio de um desastre religioso. Pensa em um fundamentalista recebendo esse folder? Trágico! Trágico!
Daqui mais uns dias, vão me perguntar: Você quer se tornar sobrinho ou primo de Deus?
Vamo acabá com isso, logo?! Deus é parente, gente! Pronto! Fim de discussão!

Senhor, perdoe-me a blasfêmia! Mas, é que o comentário foi mais forte do que eu. Fluiu! #TolerânciaZero

Quanto aos desastres emocionais, esses, cada um tem o seu à medida em que ocorre os demais. "Naturais", físicos, sociais e econômicos, esses a mídia já fala por demais e não carece de que eu repita, aqui. Mesmo assim, quer conferir? Acesse: http://g1.globo.com/jornal-nacional/

Fontes: Diário da Manhã_DM Revista_Goiânia_Ano 30_N° 8.466_11 de janeiro de 2011_página 2.
            Folder da Igreja de Deus Sociedade Missionária Mundial (www.watv.go e spanish.watv.org)
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Em 2011, faça como a DPZ

Grite um...
E coloque asteriscos aos desavisados.
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A Marca - parte final

Posicionamento

O posicionamento das marcas é, na verdade, um conceito mercadológico, o primeiro e fundamental passo para o desenvolvimento e o marketing de uma marca: aquilo que os publicitários querem que a marca represente no mercado e na mente do consumidor. Entretanto, uma vez que o posicionamento de uma marca também desempenha um relevante papel na moldagem da publicidade da marca, assim como na sua mitologia global, deve ser considerada como parte do conceito global de marca.  Em geral, o posicionamento da marca compreende e canaliza a essência da mitologia global da marca que é criada e transmitida principalmente por meio da publicidade, define o posicionamento da marca no mercado e na mente do consumidor.

Posicionando a marca no mercado - baseia-se normalmente no produto físico, nos seus atributos (forma, tamanho e assim por diante) comparados com os seus competidores. É  avaliado normalmente, por categoria, entre as marcas concorrentes. Para posicionar uma cerveja light, por exemplo, os anunciantes escolheriam, provavelmente, compará-la com outras cervejas light.

Posicionando a marca na mente do consumidor - os fabricantes que costumam pensar em termos de comercialização dos produtos, muitas vezes, cometem o erro de só pensar no posicionamento da marca no mercado, mas, uma marca é algo além de um produto colocado na prateleira de um supermercado. Uma marca é uma entidade perceptual que existe num espaço psicológico – a mente do consumidor. Sendo assim, é igualmente importante considerar como a marca se posiciona psicologicamente na mente e no coração do consumidor. Por exemplo, para distinguir as várias cervejas light anunciadas, o consumidor deveria desenvolver um posicionamento de marca capaz de distinguir uma marca das demais.
O posicionamento da marca na mente do consumidor inclui o posicionamento no mercado, mas não se limita a esse. Em outras palavras, uma vez que o posicionamento no mercado é criado, o anunciante pode ir além dos atributos físicos e dos benefícios do produto para criar um posicionamento perceptual num espaço psicológico (na mente do consumidor) que também garantirá benefícios emocionais e psicológicos.

O papel da Publicidade no posicionamento da marca na mente do consumidor

A publicidade é o meio que permite que o anunciante entre na cabeça do consumidor para provar e estabelecer o posicionamento da marca, transmitindo a sua mensagem diferenciadora (baseada no produto e/ou de ordem emotiva e psicológica). A publicidade faz isso ao criar uma mitologia da marca que transmite importantes benefícios baseados no produto ou de cunho emocional/psicológico que, por sua vez, servem para posicionar a marca, tanto no mercado quanto na mente do consumidor.

Embora o posicionamento da marca, às vezes, possa ser transmitido ou reforçado pela embalagem, pelo preço, pelas promoções e assim por diante, o papel predominante neste processo cabe justamente à publicidade. A publicidade possibilita, ainda, que os anunciantes superem os posicionamentos no mercado, os quais se baseiam nos atributos e vantagens físicas do produto, permitindo que penetrem na mente do consumidor e, assim, criem poderosos posicionamentos emocionais/psicológicos que mexam com as emoções e os sentimentos do consumidor.

A maioria das marcas de sucesso duradouro têm, em geral, uma posição e uma mitologia de marca que vão além do produto físico. Elas procuram combinar os atributos/benefícios físicos do produto com os benefícios emocionais/psicológicos.

Publicidade - Um instrumento poderoso

A publicidade continua sendo o instrumento mais poderoso que o mundo dos negócios tem para criar e manter marcas. O uso mais eficiente da publicidade consiste em criar marcas fortes e duradouras – e não em conseguir metas de vendas ou resultados a curto prazo como as promoções, ofertas-relâmpago e outras técnicas que, de fato, muitos gerentes já começam a usar.

A publicidade que cria a reputação das marcas, entretanto, continua sendo o melhor remédio a longo prazo para marcas doentes. Muitas vezes, serve para melhorar as vendas a curto prazo, mas, o poder fundamental desta criação e manutenção da marca está na sua possibilidade de render juros e dividendos a longo prazo, na forma de vendas constantes e fidelidade por parte do consumidor muito depois de a poeira da campanha publicitária assentar.

A publicidade criadora de marcas serve para construir e manter marcas fortes e duradouras, criando um inventário perceptual de imagens, sensações e associações com a marca. Ela é quem humaniza uma marca, forjando uma identidade e uma personalidade específica para a marca; estabelece um vínculo emocional entre a marca e o consumidor.

Fonte: RANDAZZO, Sal. A Criação de Mitos na Publicidade. Acesso em 19 de fevereiro de 2004.
Revisado e Editado por: Hágabe de Carvalho
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A Marca - parte 02

Alma da Marca

A alma de uma marca pode ser pensada como sendo a essência da marca. É seu centro espiritual, o(s) valor(es) básico(s) que define(m) a marca e impregna(m) todos os outros aspectos da marca. A identidade global, imagem e personalidade da marca deve ser coerente com a alma da marca.

Personalidade da Marca

A personalidade de uma marca decorre de vários fatores: embalagem, logotipos e publicidade são apenas alguns deles. É a personificação de um produto: o que um produto seria se fosse uma pessoa. A publicidade – mais especificamente, a imagem do usuário – é muitas vezes o que mais contribui para a personalidade de uma marca.

A personificação de uma marca humaniza e personaliza o produto, facilitando o desenvolvimento de um vínculo emocional do consumidor com o produto. A criação desse vínculo é o que distingue uma marca das demais; favorece uma presença mais marcante na mente do consumidor e ajuda a estabelecer a fidelidade à marca.

A Imagem da Marca

A imagem da marca é a destilação de vários fatores: publicidade, embalagem, experiências com o produto, logotipos e assim por diante. Ela é fundamental na criação e manutenção de marcas fortes e duradouras. A publicidade desempenha um papel primordial no molde da imagem de uma marca.

Os publicitários estão cada vez mais conscientes da importância da identidade de uma marca (os termos “imagem da marca” e “identidade da marca” são equivalentes). Sem identidade, um produto seria simplesmente um produto e não uma marca distinta.

Fonte: RANDAZZO, Sal. A Criação de Mitos na Publicidade. Acesso em 19 de fevereiro de 2004.
Revisado e Editado por: Hágabe de Carvalho
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Existe capitalismo após a morte?

Não sei! Mas, flagraram a morte praticando...
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A Marca - parte 01

O poder da publicidade vai além da sua capacidade de vender e persuadir. O poder singular da publicidade consiste na sua capacidade de construir e manter marcas de sucesso duradouro, criando entidades perceptuais que refletem os valores, sonhos e fantasias do consumidor. A publicidade transforma produtos em marcas mitologizando-os, humanizando-os e dando-lhes identidades precisas, personalidades e sensibilidades as quais refletem as nossas.

A marca é mais do que um produto. Ela existe como entidade perceptual na mente do computador. A marca é, ao mesmo tempo, uma entidade física e perceptual. O aspecto físico de uma marca (seu produto e embalagem) pode ser encontrado esperando, por nós, na prateleira do supermercado (ou onde for). É geralmente estático e finito. Entretanto, o aspecto perceptual de uma marca existe no espaço psicológico, na mente do consumidor. É dinâmico e maleável.

Mitologia da Marca

A mitologia da marca é tudo aquilo que a marca representa na mente do consumidor. É geralmente uma mistura de imagens, símbolos, sentimentos e valores os quais resultam do inventário perceptual específico da marca e que, coletivamente, definem a marca na mente do consumidor. Por exemplo, a primeira associação que vem à cabeça da maioria dos consumidores de cigarros Marlboro é o vaqueiro de Marlboro e o Oeste norte-americano. Quando  pede-lhes que estendam a análise, podem sucessivamente associar essas imagens aos grandes espaços abertos, à fronteira norte-americana, a um vigoroso individualismo, ao espírito de liberdade.

A mitologia da marca Marlboro (como todas as mitologias de marca) resulta do inventário perceptual específico da marca. É transmitida através dos efeitos combinados de anúncio, embalagem, rótulos, logotipos e das experiências do consumidor com o produto. A publicidade, no entanto, desempenha um papel fundamental na criação e na propagação da mitologia da marca. A publicidade funciona como uma forma romanceada de comunicação, uma ficção narrativa que usa personagens, lugares, situações fictícios e assim por diante, a fim de envolver e interessar o consumidor, comunicar os atributos e benefícios da marca (físicos e emocionais) e posicionar perceptualmente a marca na mente do consumidor. A publicidade nos garante acesso à mente do consumidor onde podemos criar mundos e personagens míticos, atraentes. Todas as imagens, todos os símbolos, sentimentos e associações criados e transmitidos pela publicidade se tornam partes do inventário perceptual da marca. Todo anúncio e todo comercial deveriam ser pensados como uma mitologia publicitária individual e deveriam ser cuidadosamente considerados, porque em última análise afetam a mitologia global, a imagem e a personalidade da marca.

Fonte: RANDAZZO, Sal. A Criação de Mitos na Publicidade. Acesso em 19 de fevereiro de 2004.
Revisado e Editado por: Hágabe de Carvalho